uma manhã de nuvens
cheirando verão
a cidade prendendo
o silêncio do tempo
o relógio chorando
os minutos iguais
e a espera deitando
no prato de arroz
uma tarde chuvosa
beirando natal
as ruas dormitando
na enchente do rio
um sino brincando
de sete marias
e a boca engolindo
um gosto de jiló
uma noite pingando
dentro e fora do mito
um dormente de trilho
sem apito de trem
um lenço enxugando
o choro do vento
os olhos guardando
cachoeiras perdidas
e o tempo partido
derivando pra vida
poesia, poesia,
ResponderExcluirtava sentindo falta
beijo
êta nós!
ResponderExcluirlinda cantiga.
Bonito e com doses de musicalidade .
ResponderExcluirAndo meio apertado de tempo , mas retorno em breve .
"Eta vida besta, meu Deus". Decididamente, Dona Euza, Minas tem em ti uma das vozes mais sensíveis e poéticas do seu passado. Ninguém nasce e vive nas alterosas impunemente.
ResponderExcluirSalve Carlos, salve Euza.
Beijo.
Tempo como elemento denunciador da vida.
ResponderExcluirHá vida sem ele, será?
Beijo, Euza!
Sempre muito bom te ler!!!
ResponderExcluirBeijos
Tempo
ResponderExcluirgosto
espera
E tudo retorna ao tempo
E tudo retoma o tempo
É tempo de Minas por aqui.
Abração, mulher,
Tenha uma ótima semana.
Euzamiga, teus versos me fizeram vir à boca o gostro de rabanadas que, por sua vez, destemperou o sabor do pão de queijo.
ResponderExcluirAh que apetite!
E vejo a volta
ResponderExcluirda doce poeta
eterna musa
desta blogosfera
cantando sua vida
cantando sua terra
Beijos.
Porém Tu, Senhor, És um escudo pra mim, a minha glória, e o que exalta a minha cabeça.
ResponderExcluirCom a minha voz clamei ao Senhor, e ouviu-me desde o seu santo monte.
Eu me deitei e dormi; acordei, porque o Senhor me sustentou.
SL 3:3-4-5
DEIXO COM ABRAÇO DE PAZ E ALEGRIA DO PAI EM TEU CORAÇÃO.
Me identifico com essas lembranças!
ResponderExcluirUm grande abraço.