permeadas de coágulos de vida
a enfeitar a tua partida
insolúvel na minha saudade
(te reinvento na orla da íris)
talvez amanhã ou depois
eu me entregue ao tato sombrio
do lamento que nasce daninho
neste deserto que em mim deixaste
(não agora às duas da manhã)
agora quero colecionar inventos
no corpo infestado de ausências
até acordar canteiro
pronta para novas sementes
(e florescer
indolores lembranças)
(Eu não sei o que dizer, Euza, apenas que torço, muito, para esse renascimento, para o reflorescimento, para que as flores que brotarão desse canteiro ainda deserto de saudades, não custem demais.
ResponderExcluirE deixo meu beijo grande, com muito carinho!)
Como disse Sérgio Ricardo: "Cada verso é uma semente, no deserto de meu peito..." Beijos.
ResponderExcluirum travo, um engasgo
ResponderExcluirbeijo
o lamento revolve a saudade
ResponderExcluirpreparando o seu novo canteiro
primavera sendo reinventada
sobre inverno inesquecível